A arte da existência
O universo artístico é, dentro de suas variantes – sejam elas as artes plásticas, a música, a literatura, o cinema, a fotografia e todos os desdobramentos de cada categoria – o meio de expressão humano em qualquer momento da história. Desde os primórdios, a arte se mostra, através de registros pitorescos nas cavernas e pequenas esculturas, como a Vênus de Willendorf do período paleolítico, um espelho para a sociedade à qual ela pertence.
A manifestação artística é, portanto, inerente à humanidade. A arte reflete pensamentos e ideias pertencentes a um determinado tempo. Ela é também fundamental para quebrar paradigmas dessas mesma ideias estabelecidas e arraigadas, além de resgatar antigos valores, sejam de ordem ética ou moral, dando a eles uma nova roupagem e fazendo a releitura necessária para adaptá-los à atualidade corrente. Tal processo é perfeitamente exemplificado com o Renascimento Cultural da Europa medieval, o qual buscou resgatar valores da antiguidade greco-romana.
História e arte, dessa forma, caminham lado a lado em uma relação de mutualismo. E, sendo a arte um reflexo da sociedade e do momento histórico, é fácil, talvez, entender os rumos artísticos da contemporaneidade. Ela nasce de uma postura social consumista-individualista que transformou o universo artístico em um mero mercado, tão vazio quanto o próprio âmago existencial.
O pensamento contemporâneo, portanto, engloba todo o comportamento capitalista e, concomitantemente, encontra o caminho entre artistas que, de uma forma ou de outra, buscam preencher esse vazio deixado pelo consumismo e individualismo, refletindo e resgatando valores existenciais por vezes esquecidos, garantindo o movimento pendular que caminha entre as correntes artísticas ao longo de toda a existência humana.
janeiro 14, 2012 às 13:34
Oi, Roberta
Acho que vc vai gostar desse documentário sobre o tema
abraço.