Arquivo para junho, 2009

Pergunta chata!

Posted in Meu Mundo on junho 23, 2009 by Unsere Welten

– Porque você não come carne?

– Porque não me agrada.

– Mas você come peixe e frango, você tem dó só do boi?

– Eu não gosto de comer carne vermelha.

– Mas porquê?

– Já respondi.

– Mas porque não te agrada?

– Tenho um amigo que não gosta de peixe nem come salada, quer perguntar pra ele porque ele não come?

– Então você acha carne vermelha ruim?

– Também.

– Você não sabe o que está perdendo, não tem nada melhor do que um belo bife acebolado, uma picanha na brasa!

– Sei sim, não estou perdendo nada.

– Isso porque você não sente o gosto do churrasco na boca.

– Ahn… eu comia até um ano atrás, eu sei o que não estou perdendo.

– Essa modinha de vegetarianos… aposto que logo você volta a comer carne!

– Eu não sou vegerariana, eu como frango e peixe.

– E porque você come as carnes brancas?

– Porque eu quero comer, quando eu não quiser mais comer vou simplesmente parar como parei de comer as carnes vermelhas.

– Quanta frescura…

– Hmm… Você come cérebro de macaco?

– Eca! Eu não!

– Come bagos de boi?

– Claro que não, que nojo!

– Come olhos de cabra?

– Nossa… que pergunta!

– Pois é, eu não como carnes vermelhas pelo mesmo motivo fresco que você não come cérebro de macaco, bagos de boi ou olhos de cabra.

– É diferente…

– Não é não, quer pizza de brócolis?

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Esse mar de emoções

Posted in Meu Mundo on junho 19, 2009 by Unsere Welten

Hora em alegria indescritível

quando passa outro momento

e logo vem o desalento

um amor que não cabe no peito

E vendo que ao há outro jeito

Entende que esquecer é inevitável

Deixa que passe em uma brisa

E o vento traz de volta em um sorriso

Aquilo que outrora era insuportável

Aparece com uma nova surpresa

De conforto inexplicável

Com uma energia contagiante

De uma vida que encanta

E logo vem a tempestade

num turbilhão inesperado

O sorriso se apaga

e o amor que cala ao peito

Torna-se improvável

Amor que brotou de solo infértil

Confundido com o aquilo adoece

Padece sem ter nascido

É um aborto voluntário

Do que não deve existir

Da empatia momentânea

confunde-se cada gesto

E nesse mar de emoções

nada faz sentido

as palavras são jogadas

intencionando arrancar-lhe do peito

As rimas não são contínuas

e a razão enfrenta o coração

tornando-se palavras ao vento

de algo não aconteceu

e nunca deveria ter acontecido

Porque amo-te longe de mim

Escândalo dos Dementadores

Posted in Jornal do Barraco on junho 17, 2009 by Unsere Welten

Voldmort é acusado de envolvimento no escândalo dos Dementadores, os seres das trevas estariam recebendo propina para deixar alguns Trouxas em paz. De acordo com testemunhas, os Dementadores não sugam as almas dos Trouxas ligados ao bruxo e diversos outros Trouxas relatam que sentiram o beijo dementador repentinamente sem que tivessem tempo de se defender.

Ao que consta, os Dementadores estão saindo dos limites das prisões e agindo em diversos pontos da Prefeitura de Terra de Ninguém, “Eu estava trabalhando e senti o beijo, hoje eu sou um completo demente! Aqueles que estão diretamente ligados ao Voldmort nunca sentiram nada!” afirmou uma das vítimas.

Em entrevista coletiva, o Lorde das Trevas negou todas as acusações “Dementadores são criaturas mágicas que tem natureza própria, não é possível fazer qualquer tipo de suborno” alega o bruxo. Porém, os beijos misterosos continuam a acontecer, aumentando cada vez mais o número de Trouxas dementes na Prefeitura de Terra de ninguém. Os Trouxas que não receberam o beijo alegam desconhecer o caso, não afirmam nem desmentem sua ligação com Voldmort.

A parte inútil da vida

Posted in Meu Mundo, Nosso Mundo on junho 14, 2009 by Unsere Welten

Morungaba

O frio das montanhas me aquece, enquanto a coruja vigia meu sono e o coaxar dos sapos me adormece. As núvens dispersam, um pedaço do céu aparece e as estrelas revelam pontos de luz espalhados até a linha do horizonte. A fria manhã abre com o sol tímido, cobrindo toda a relva e iluminando as gotas de orvalho em cada folha verde e flores que exibem cores e atraem os pássaros que fogem ao clicar dos meus olhos. A noite cai, os sapos coaxam, a coruja pia, as estrelas surgem, eu adormeço e as gotas de orvalho se formam. O céu está ainda mais azul.

Popularidade de Voldmort cresce entre os Trouxas

Posted in Jornal do Barraco on junho 8, 2009 by Unsere Welten

Após a notícia de que Lord Voldmort teria sido derrotado por um pequeno bruxo supostamente mais esperto que ele, o Lorde das Trevas decidiu investir no mundo dos Trouxas, aumentando muitos pontos em sua popularidade. O bruxo nega que sua ascensão tenha qualquer relação com a suposta queda entre os não trouxas “Nunca fui derrotado e não sofri queda alguma, apenas resolvi ampliar meus horizontes” afirma Voldmort. “Os Trouxas são mais fáceis de lidar e gostam do que eu faço, estou dando-lhes a chance de conhecer as vantagens do meu poder” complementou.

Na manhã de ontem, o bruxo das trevas esteve presente em um evento educacional da prefeitura de Terra de Ninguém e afirmou que investirá ainda mais na educação de pequenos Trouxas. Voldmort aproveitou para distribuir lanche e bater um papinho camarada com seus Trouxas auxiliares e deixou o evento logo em seguida, sem prestigiar as apresentações.

Plástico bolha

Posted in Desumano on junho 5, 2009 by Unsere Welten

Eu adoro plástico bolha, na verdade sou viciado nessas bolhinhas, o som de cada estalo é como música para minhas orelhas. Hoje minha humana recebeu um pacote estranho, não sei o que era e também não interessa. Não sei porque os humanos precisam de coisas dentro do plástico bolha, só sei que  quando ela abriu escutei de longe o som do “plóc, pléc, plóc” e levantei-me prontamente.

Olhando fixamente para as mãos dela compondo aquela sinfonia de Bethoven, eu batia os dentes a cada estourada que eu ouvia. De repente ela parou, quanta audácia! Obviamente ordenei que continuasse, apenas uma pata em cima do plástico resolveu, ela sempre me obedece. Entrei em transe novamente! Outra vez ela parou, e mais uma vez ordenei  que continuasse e ela inventou uma história de que já tinha acabado.

Não acreditei no que ela disse, como assim acabou? O plástico ainda estava na mão dela! Dei-lhe uma patada e resmunguei, arranhei o plástico até que ela estourou mais umas bolhinhas. Nem deu tempo de viajar, ela logo parou e jogou o plástico fora, disse que não tinha mais nada para estourar, fiquei deprimido e voltei pra minha cama. Parece que ele estava com defeito e não fazia mais barulho… Mal posso esperar para que outro pacote entre pela porta e ter meu doce e sonoro plóc pléc plóc outra vez.

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