Um oi, um adeus.

Ele era uma figura carismática, não é de surpreender que prenda a atenção. Dizem que somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos, e o que ele cativava era sempre algo que o fazia irradiar ainda mais. Não que ele fosse algum ser iluminado, era bem humano como todos nós, mas havia nele algo que não era extraordinário, mas simplesmente difícil de encontrar.

Quando ela o viu pela primeira vez, chamou-lhe a atenção, um rapaz alto, bonito, atraente de certo modo, mas o que fazia o conjunto da obra ficar completo era o sorriso. Não era apenas um sorriso bonito, encantador ou de perfeita arcada dentária, mas um sorriso espontâneo, verdadeiro, capaz de contagiar quem estivesse perto.

Ela logo o esqueceu quando não mais cruzou seu caminho por um longo período. Estava de férias, esqueceu de tudo que deixara naquela cidade. Voltou renovada, e um reencontro a fez lembrar-se daquele sorriso que havia visto há algum tempo atrás.

Era impossível esquecer aquele carisma, e quando ele a abraçava, era o abraço descompromissado mais verdadeiro que já havia sentido. Quando fitou-lhe os olhos, soube que o conhecia mais do que ambos poderiam imaginar. Uma ligação existia, e ela poderia sentir o que se passava por detrás daquelas janelas.

Ela entendia, muito embora não pudesse explicar, tudo o que acontecia e porque acontecia. Entendia, aceitava e aprendia, pois era o que lhe cabia. Estava certa da ausência que chegaria, da data em que ela aconteceria. Quando veio-lhe a notícia em palavras, não foi de todo uma surpresa, apenas a confirmação do que ela já sabia e não sabia porque sabia.

Sua presença alegrava-lhe o dia, como se soubesse e conhecesse, mas não pudesse ler aquela alma misteriosa. Fazia-lhe falta o bom dia de cada dia, um sorriso, um abraço e nada mais. Não era muito o que esperava, de todos os rancores, de tudo esquecia. Ao ver aquele sorriso, ela sorria.

E quando o ciclo fechou e a ausência chegou, ela logo percebeu que não era paixão o que sentia, apenas imensa alegria, ternura eu diria, era amor que lhe floria. Aprendeu muito com ele, sem que ele precisasse ter qualquer consciência disso. Não lhe queria por perto, porque perto toda a graça perderia. Era amor, amor que voa longe, diz oi quando chega, e um abraço, um sorriso e um adeus quando vai embora.

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