Do patrimônio perdido

Já havia praguejado para que tudo se explodisse. Até mesmo em uma descontraída conversa a respeito de metas e objetivos, dissera que seu objetivo era a implosão e discutia-se metaforicamente qual seria a meta traçada. Não havia no entanto passado por sua mente a idéia de um incêndio e o horror que seria. A notícia chegara-lhe aos ouvidos e não fora de bom grado.

Da sujeira nada se perdeu, que mal atingiria a imundice política um incêndio no patrimônio que nos abriga? Quanta destruição, quanto trabalho perdido… quanto dinheiro público ali sepultado. De tantos desgostos, havia ali algo que passava despercebido. Ao ver os escombros na irremediável destruição, um aperto veio-lhe ao coração, do pouco que havia sobrado, o resto tornara-se irreconhecível. Nada mais estava no lugar, tudo estava perdido. Daquele corredor de ilusões, dos medos e sensações, nada remanescia. Jazia em restos, acordando na memória a lembrança do que fora vivido nos tempos de outrora.

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Uma resposta to “Do patrimônio perdido”

  1. Quando vai este caso, tive até dor de cabeça. Descaso não é exclusividade do Brasil.

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