O “Emplasto” da felicidade

Certa vez li em um texto na Web a respeito da receita da felicidade e o mundo de auto ajuda presente nos periódicos que encontramos em qualquer fila de supermercado. Pensei sobre o quanto aquilo era verdade.

Observe a inúmera quantidade de revistas que podem mudar de capa sem jamais alterar o conteúdo. Receitas infinitas para emagrecer, encontrar o homem ideal e ser feliz no amor, ser imbatível na cama, ter todas as mulheres aos seus pés e ser dono de uma saúde impecável. Parece até que, se você seguir todo o passo a passo ali contido, a felicidade está garantida. É quase possível acreditar que o Emplasto Brás Cubas existe.

Vivemos em uma espécie de ditadura da felicidade, o objetivo de vida da sociedade contemporânea passou a ser a busca incessante por ela, perde-se tanto tempo nessa busca que se torna quase impossível encontrá-la. Já não é possível acreditar em felicidade sem realização profissional com situação financeira plena e estável. A partir daí vale tudo para atingir um objetivo, os meios passam a justificar os fins, o fins o começo e o começo todo o resto.

No entanto, não quero dizer com isso que deve-se acomodar com a atual situação na qual se encontra. É a eterna busca pelo conhecimento a responsável pelo crescimento. Afinal, evolução faz parte da vida desde que o mundo é mundo, ou então estaríamos até hoje reinventando a roda e batendo pedra pra ver se sai fogo.

Tentar ser feliz não é legal, é chato, todo mundo faz isso. Bom mesmo é ser criativo, ao invés de buscar receitas prontas para encontrar o Emplasto que levou o personagem de Machado de Assis ao óbito, talvez seja o caso de refletir e perceber que célebre frase assinada por Roy Goodman é de fato uma grande verdade. “Felicidade é um modo de viajar, não o destino.”

5 Respostas to “O “Emplasto” da felicidade”

  1. Certa vez encontrei essa tal de felicidade, mas o porra do garçom levou embora antes que eu me desse conta.

  2. Unsere Welten Says:

    Ela acaba quando a garrafa esvazia, né? hehe

  3. Ás vezes sobra um pouquinho dela bem lá no fundinho do copo, hehehe

  4. ” – Tens razão, respondeu-me ele. – Mil vezes eu disse a mim mesmo que seria feliz se fosse tão tolo como a minha vizinha, contudo não desejaria tal felicidade. Essa resposta me impressionou mais que todo o resto; consultei minha consciência e vi que na verdade também não desejaria ser feliz sob a condição de ser imbecil.” (História de Um Brâmane – Voltaire)

  5. Unsere Welten Says:

    Não adianta, a consciência é uma dádiva e ao mesmo tempo um fardo. Uma vez adquirida, não pode ser mais descartada. E, conscientemente, quem é que quer ser um imbecil? Consciência + imbecilidade é impossível, é imiscível.

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