A arte da existência

O universo artístico é, dentro de suas variantes – sejam elas as artes plásticas, a música, a literatura, o cinema, a fotografia e todos os desdobramentos de cada categoria – o meio de expressão humano em qualquer momento da história. Desde os primórdios, a arte se mostra, através de registros pitorescos nas cavernas e pequenas esculturas, como a Vênus de Willendorf do período paleolítico, um espelho para a sociedade à qual ela pertence.

A manifestação artística é, portanto, inerente à humanidade. A arte reflete pensamentos e ideias pertencentes a um determinado tempo. Ela é também fundamental para quebrar paradigmas dessas mesma ideias estabelecidas e arraigadas, além de resgatar antigos valores, sejam de ordem ética ou moral, dando a eles uma nova roupagem e fazendo a releitura necessária para adaptá-los à atualidade corrente. Tal processo é perfeitamente exemplificado com o Renascimento Cultural da Europa medieval, o qual buscou resgatar valores da antiguidade greco-romana.

História e arte, dessa forma, caminham lado a lado em uma relação de mutualismo. E, sendo a arte um reflexo da sociedade e do momento histórico, é fácil, talvez, entender os rumos artísticos da contemporaneidade. Ela nasce de uma postura social consumista-individualista que transformou o universo artístico em um mero mercado, tão vazio quanto o próprio âmago existencial.

O pensamento contemporâneo, portanto, engloba todo o comportamento capitalista e, concomitantemente, encontra o caminho entre artistas que, de uma forma ou de outra, buscam preencher esse vazio deixado pelo consumismo e individualismo, refletindo e resgatando valores existenciais por vezes esquecidos, garantindo o movimento pendular que caminha entre as correntes artísticas ao longo de toda a existência humana.

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2 Respostas to “A arte da existência”

  1. Oi, Roberta
    Acho que vc vai gostar desse documentário sobre o tema

    abraço.

  2. Pois é… A Pop Art até surgiu como fruto deste pensamento consumista. O mercado abraçou a arte, sobretudo no pós-guerra, convertendo inclusive os anseios contraculturais em produtos vendáveis. E a tecnologia veio para corroborar isso tudo. Por isso vejo que o resgate das artes regionais é uma tendência (não fora do mercado) para ao menos se repensar o papel da arte na sociedade.

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