Archive for the Meu Mundo Category

Eu sempre quis ser eu

Posted in Meu Mundo on setembro 3, 2015 by Unsere Welten

Eu sempre quis ser eu. Eu com o que tenho, eu com algo mais. Se alguém está viajando e eu sinto inveja, quero ser eu em outra viagem, jamais ser quem está viajando, naquela viagem. Se eu quero muito dinheiro, queria ser eu com um belo montante, e não ser aquele milionário, com aquele dinheiro, naquela vida. Outras pessoas têm outros amores, outros desejos, outras vontades, outros problemas. Eu quero o que é meu, o que desejo, tudo o que me faz ser eu.

Três palavras. Ou mais ou menos isso.

Posted in Meu Mundo, Nosso Mundo on julho 3, 2015 by Unsere Welten

“Ele me disse eu te amo”, ela me contou. E isso a deixara perturbada. “Eu nunca acredito quando alguém diz que me ama. Fico pensando que a pessoa estava bêbada, ou que falou da boca pra fora”. Sobre o que ela respondeu a essa declaração, ela me disse: “respondi que também o amava, mas foi estranho, eu não gosto de dizer”. Indaguei se ela não o amava, e ela dissera que sim, que o amava, mas que não queria dizer, porque era estranho, “nunca acredito que é sincero, e não me sinto à vontade para falar”.

Eu te amo. Três palavras tão básicas e tão fortes. Quantas pessoas não se arrependem por nunca terem dito?  Acho que ultimamente o amor tem assustado um pouco muitas pessoas, talvez por medo de sofrimento, ou pela dúvida, pela incerteza, ou por algum bloqueio, ou por não gostar dele(a), ou porque é muito mais fácil pegar sem se envolver, ainda que isso sempre acaba não funcionando muito bem para ao menos um dos dois lados, e muitas vezes alguém acaba saindo machucado da história. É como uma vez disse uma amiga “Se você não quer se envolver, relacione-se com uma planta”.

E dizer eu te amo se tornou tanto banal quanto difícil, e acabo de descobrir que ouvir também; espanta-me saber que há quem não sinta prazer num sonoro eu te amo. É preciso muita maturidade emocional para reconhecer a verdadeira essência do amor por trás do eu te amo e também para encontrá-la mesmo quando nunca é dito, seja aos pais, aos filhos, aos amigos, aos namorados, às namoradas, aos maridos ou às esposas. Eu te amo. São apenas três palavras, ou mais ou menos isso.

E o presente?

Posted in Meu Mundo on março 23, 2015 by Unsere Welten

E o medo?
Existe.
E a insegurança?
Também.
E o incerto?
É o futuro.
E o certo?
Não sei.
E o desejo?
Presente.
E a saudade?
Também.
E o futuro?
Incerto.
E os planos?
Futuros.
E o presente?
Em curso.

Inegavelmente Bentinho

Posted in Meu Mundo on março 17, 2015 by Unsere Welten

Ouve um dia em que acreditei que já não tinha mais a imaginação de Bentinho. Pobre de mim, que não percebi que a negação de um mal não o impede de existir ou acontecer. Uma leve brisa sempre deu a luz a incontáveis potrinhos. Negá-los não os fará sumir, nem deixarem de existir. Aprender a controlá-los: esta é a chave para o auto conhecimento e paz interior. Tenho um longo caminho pela frente…

Amor…

Posted in Meu Mundo on março 16, 2015 by Unsere Welten

Amor… amor é o que se sente, mesmo que sem palavras. Não há definição, nem medidor de intensidade, não existe hora pra surgir nem momento pra crescer. Amor é fraterno, é romântico, é o que se manifesta em risos, abraços, beijos, saudades e lágrimas. É sofrer mesmo sem querer, é rir, é chorar. Amor… amor é tudo aquilo que eu sinto quando penso em você.

O brilho eterno de uma mente sem lembranças

Posted in Meu Mundo, Nosso Mundo on março 10, 2015 by Unsere Welten

Eu já quis esquecer, exatamente como acontece no filme. Esquecer parece tornar tudo mais fácil: eliminar a dor e acabar de uma vez com o desconforto. Já desejei me livrar de lembranças ruins ou da dor de um coração partido mais de uma vez. Pesquisadores holandeses já descobriram um meio de apagar memórias especificas, traumáticas – através do que se pode grosseiramente chamar de eletrochoque – para auxiliar principalmente em tratamentos de depressão.

Fico imaginando se a coisa atinge a escala do inimaginável e alcança o nosso propósito de esquecer o que nos causa sofrimento. Ao sentirmos uma dor emocional muito forte, bastaria apagar a(s) lembrança(s) que a(s) causa(m). Haveria gente apagando vidas inteiras: a existência de alguém que morreu, anos de relacionamentos amorosos culminados em decepção ou frustração de um coração partido, acidentes traumáticos, experiências negativas que resultaram, de alguma forma, em algum aprendizado. E, de repente, os mesmos erros estariam sendo repetidos um atrás do outro por pessoas repletas de buracos existenciais. Sem a referência da dor, já nem saberíamos o que é felicidade.

Mas confesso, já quis mesmo esquecer. Apagar a memória por raiva ou apenas por não suportar o sofrimento que tira o sono, a fome, apaga as cores, elimina os aromas e os sabores. Ter memória seletiva seria útil em determinadas fases da vida. Que a felicidade não é uma constante e que ela é um meio e não o destino, já sabemos, duro mesmo é a contradição de desejar esquecer nossos sonhos mais doces, as memórias mais lindas e os momentos mais felizes em nome de apagar a tristeza que essas lembranças atualmente nos causa. Talvez seja apenas um paradoxo temporal, ou talvez precisemos delas para perceber que estamos vivos e que somos capazes de rir e de chorar com a mesma emoção e intensidade.

Dispo-me

Posted in Meu Mundo on março 6, 2015 by Unsere Welten

Dispo-me de minhas convicções, das minhas crenças, do meu orgulho, da minha dor e dos meus medos. Ignoro meus questionamentos ainda fervilhantes e aceito o desconhecido. Dispo-me.

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